por Giampietro Parolin
Inesperadamente o ano de 2011 me oferece duas viagens para a África. A primeira, em janeiro, para a apresentação da EdC neste grande continente, foi uma total descoberta. Agora volta-se com novos desafios. O breve curso na CUEA (Universidade Católica da África Oriental) é a realização de um acordo estipulado há poucos meses. A sua concretização projeta aquele futuro desejado num presente real.
A viagem, depois do primeiro voo de Veneza até Roma, apresenta um cancelamento imprevisto da conexão prevista para a manhã seguinte com Nairobi. Tenho que esperar até a noite para o novo voo. Aceito com paz esta mudança de programa considerando as difíceis viagens dos estudantes que chegarão dos cantos mais remotos do continente africano.
A primeira etapa é na Mariápolis Piero, a cidadela (cidadezinha) testemunho da cultura do dar a aproximadamente 40 km. de Nairobi. É ali que o motorista me leva em plena noite, ao qual mal consigo falar de tão cansado e com tanto sono! Chego as quatro e meia da madrugada e assim descanso até as 9h00.
As 9 e meia partilho a minha experiência profissional com um grupo de profissionais da região de Nairobi e alguns estudantes que chegaram ali de outros lugares da África
para depois irem ao curso na CUEA. Partilhando experiências e fatos divertidos descubro o fio vermelho que liga cada momento da minha vida até este momento. Agradeço a Deus por todas essas oportunidades enriquecedoras de encontrar outros povos, culturas, paisagens.
Domingo a noite fomos para a cidade. O sentido de famílita é forte, sinto-me em casa, realmente. O mosqueteiro de cama já se tornou normal para dormir! Assim, chega o grande dia. Segunda de manhã nos deslocamos para a Universidade onde tem início o curso de contabilidade social e EdC. A acolhida é muito calorosa por parte de todos. Charles Besigie, o tutor local, nos conduz com sabedoria africana (aquela dos relacionamentos) para o mundo variado da CUEA. Chegam o reitor Dr. John Maviiri e em seguida o presidente de economia Dr. Aloys Ayako, trazendo as boas vindas e o encorajamento para a nova aventura.
A classe de exploradores corajosos é composta por quinze estudantes de quatro países africanos (Quênia, Ruanda, República dos Camarões e Burundi). Une-se a eles, de forma permanente, a Prof.a. Betty Njagi da faculdade de economia, muito interessada no curso. A classe alterna momentos de palestras com trabalhos em grupos concentrados na atividade da empresa. É encorajador ver quanto cada um esteja dando tudo nesse curso: o grupo francófono do Burundi decide misturar-se com os outros e é evidente a ajuda recíproca entre todos para compreender plenamente os vários e novos conceitos.
No dia seguinte a experiência cresce. O diálogo continua fora da sala com estudantes e professores no horário do café ou das refeições em comum. O interesse pela Edc e as suas raízes culturais é muito profundo. As tardes são momentos de descanso (com algumas difíceis corridas a 1800 m. de altitude!) e de novas descobertas. Um dos estudantes do curso, Michael Owino, queniano doc, nascido próximo ao Lago Vitória, me acompanha ao Museu Nacional de Nairobi. E assim com ele, percorri um trecho de história do seu povo (a tribo Luo, uma das 52 do Quênia). Penso quanto é importante hoje enfrentar os desafios para manter as nossas identidades locais com a necessidade e a beleza do mundo unido.
Quinta-feira a noite, grande festa na cidade com os estudantes, professores e amigos. A troca de presentes me emocionou... experimentamos muitas formas de comunhão! Sexta pela manhã conclui o meu curso para passar o bastão a Giuseppe Argiolas que está para partir da Itália. Os estudantes estão muito felizes e satisfeitos e… também o prof.! Já se fazem projetos para o futuro. Uma semana de África tão breve e tão densa, espectadores de algo muito maior que está se tornando realidade.
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