Falem abertamente da Economia de Comunhão

Um forte convite feito pelo cardeal de São Paulo em visita a assembleia internacional de EdC que está se desenvolvendo no Brasil. Ela é um instrumento da nova evangelização.

Falem abertamente da Economia de Comunhão 

do enviado Paolo Lòriga

110526_Ginetta_Scherer1«Falem! Falem alto! Tenha coragem de falar da EdC também aos grandes economistas do mundo. Talvez não lhes deem crédito logo, mas como é uma realidade baseada na verdade das coisas, com o tempo se confirmará». Impulso maior e encorajamento melhor não poderia ter dado o card. Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, em visita a Assembleia internacional de EdC, que está acontecendo na Mariápolis Ginetta, a 50 quilômetros da metrópolis brasileira.

«Eu quis passar por aqui – confidenciou aos 650 participantes, provenientes de 37 países – para ver um pouco como está sendo este encontro, para ver todos vocês e para dizer uma palavra de incentivo e de encorajamento aos trabalhos dessa iniciativa». E logo explica: «O evento de vocês propõe algo novo para a sociedade. Para vocês não é novo porque estão dentro dele, mas para a grande maioria das pessoas é novo».

O cardeal – uma das figuras mais ouvidas de toda a América Latina e sempre mais apreciado a nível mundial – não duvida da presença de uma pergunta difundida e de uma procura em ato: «Com certeza, muitos estão interessados em saber o que significa a expressão Economia de Comunhão, o que ela pode trazer de bom para os nossos tempos, para a economia dos nossos países, para a nossa sociedade, o que tem a dizer para resolver a crise econômica que persiste em tantos lugares».

Ele não tem dúvidas quanto ao fundamento da EdC. «Vejo que a proposta da EdC está em plena sintonia com aquilo que a Doutrina Social da Igreja propõe, há tempos, para a economia». E explica: «Nesta proposta, elaborada a partir do carisma dos focolarinos, nós temos uma experiência concreta que mostra que isso é possível, que o discurso da Doutrina Social da Igreja não é utópico, não é irrealizável, mas pode se tornar realidade. Justamente por isso a experiência de vocês, presente em tantos lugares, deve ser partilhada com a sociedade».

Dessas considerações nasceu o seu convite desafiador: «Falem! Falem alto! Tenham coragem de falar da EdC também aos grandes economistas do mundo. Talvez não lhes darão crédito logo, mas como é uma realidade baseada na verdade das coisas, no princípio da solidariedade, da comunhão, no princípio da verdade, com o tempo tende a ser confirmada».

Ele aprofundou uma convicção: «Com certeza, a EdC oferece a possibilidade de uma saída diferente para os problemas econômicos do mundo», porque «o sistema econômico baseado no binômio socialismo-capitalismo não trará ao mundo uma solução para a economia, ainda mais se considerarmos o crescimento demográfico, a diminuição dos recursos naturais, do desenvolvimento das descobertas científicas e tecnológicas aplicadas à produção».

De fato, ele comenta: «Se não existir uma nova da economia, no sentido da comunhão e da solidariedade, nós – como evidenciou o papa Bento XVI na encíclica Caritas in veritate – estamos nos encaminhando decididamente rumo ao desastre. Porque o mundo não oferece bens em quantidades inesgotáveis. Se a riqueza não for partilhada, gera conflitos».

Basicamente, parece dizer, justamente diante de um quadro decididamente problemático, «a proposta da Economia de Comunhão com certeza poderá oferecer luzes para a economia de todas as nações. Ela começa do pequeno, da economia das familias, da economia dos pequenos grupos locais que, somados, poderão realmente dar início a uma grande mudança que, com o tempo – talvez nós não a vejamos – poderá produzir uma verdadeira transformação, tambem na economia do mundo inteiro».

Além do mais, ele enxerga que a EdC «é uma proposta de globalização da solidariedade, como João Paulo II muitas vezes alertou e que a Igreja continua a fazer presente: a globalização da solidariedade, que indica um caminho de solução dos problemas, da pobreza do nosso tempo, e que leva em consideração também os riscos ambientais de uma economia que não considera o fator solidariedade, comunhão».

Fazendo referência à sua eminente viagem a Roma para um encontro do orgão do vaticano para a nova evangelização, recentemente instituído, o cardeal anunciou que vê «na EdC um instrumento particularmente adequado para a nova evangelização no setor da economia».

As palavras do card. Scherer não poderiam ter sensibilizado melhor os presentes, representantes de quantos no mundo trabalham pela EdC, e também de fazê-los sentir-se ainda mais responsáveis. «Por isso, fico muito feliz em lhes saudar, estimular, encorajar. Continuem com muita fé, com muita esperanza neste caminho, partilhando essas experiências em todo o mundo, para que produza um efeito sempre maior».

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