Em Avola nasceu um "bem" a ser protegido e conservado

Nasce o Laboratório permanente de Economia Civil de Avola Antiga

por Antonella Ferrucci

120127-28_Avola_09_Steni_ZamO objetivo deste primeiro Laboratório de Economia Civil de Avola era ambicioso e talvez até um pouco louco: por os alicerces para criar novas regras, civis e sustentáveis, para a gestão dos bens comuns e do território, regras essas que conciliassem de um modo novo o mercado e a política. E como? Partindo do contributo de todos os participantes: dos empresários aos técnicos, dos educadores às donas-de-casa, cada um dos quais interpelado pessoalmente a partilhar o seu próprio património de boas práticas, a partir das quais tirar regras eficazes e, sobretudo, sustentáveis. “Isto é, antes de tudo, um laboratório - foi-nos dito à chegada - “por isso a parte inicial das intervenções dos relatores não é a mais importante, mas será um serviço ao momento fundamental da tarde, durante o qual se trabalhará juntos, divididos em grupos de três, dando cada um o seu próprio contributo."

Steni Di Piazza que é simultaneamente diretor da Filial do Banco Ético de Palermo e membro da Comissão de Economia de Comunhão da Sicília, Calábria e Malta, é aquele que teceu com astúcia o longo percurso que conduziu até aqui, um percurso feito de relacionamentos construídos, de congressos e reuniões realizados nos últimos anos, o último dos quais, em 2010 com o corajoso título: "Ética é Legalidade". Também o lugar onde tudo decorreu é muito significativo e tem incontestavelmente um seu “genius loci”. Quando há alguns meses atrás Steni decidiu situar aqui o Laboratório, no magnífico emo della Madonna delle Grazie de Avola Antiga, esplendidamente restaurado e posto a uso pela cooperativaBioturismo” que se ocupou de toda a gestão logístico-organizativa do evento, não podia imaginar que mesmo de Avola iria partir o protesto dos "motoristas"... Mas certas coisas não acontecem por acaso. E como diz Steni: “de Avola parte o protesto e de Avola chega a proposta”. É impressionante a quantidade de inscrições recebidas, que supera grandemente as possibilidades do local, pelo que foi necessário dizer "não" a muitos. É um sinal de que os tempos estão maduros para este tipo de iniciativas fortemente participativas. Entretanto a notícia do evento corria de blog em blog por toda a ilha.

Já se escreveu muito sobre este laboratório nestas páginas. O que é que ainda posso acrescentar? Gostaria de poder transmitir a sensação de grande positividade que invadiu aquelas horas passadas em Avola. Aquilo que pude constatar pessoalmente é que na Sicilia existe uma sociedade civil positiva, vital, que trabalha árdua e concretamente, com já muitos frutos maduros, muitas boas práticas para contar e para tomar como modelo. Existem muitas pessoas que conhecem e enfrentam a difícil realidade que se vive, se calhar com a ajuda de uma mala de Malox como afirma simpaticamente Mario Cicero, o Presidente da Câmara [Prefeito] de Castelbuono . Boa gente que literalmente me conquistou. No nosso grupo de trabalho éramos quase 50 pessoas. O tempo era limitado e todos deveriam ter o seu espaço. E, na verdade, todos contribuiram com grande seriedade, sem divagar, sem fazer polémica, reseitando escrupulosamente os tempos e com muita objectividade. E sem nos conhecermos uns aos outros! No fim, não foi fácil, com tanta riqueza, fazer a síntese para levar à sessão plenária, mas pensando em cada um, conseguimos.

Que função teve, em tudo isto, a Economia de Comunhão? Estavam previstos momentos específicos de apresentação do projecto em sessão plenária, mas por uma série de circunstâncias "sazonais" (os relatores adoeceram...) isto não foi possível. Como tal pode-se dizer que não se "falou" de EdC. No entanto, vários membros da comissão local EdC e das empresas da Sicilia e da Calábria, estavam presentes nos diversos grupos de trabalho e tive a impressão que a nossa função ali fosse aquela de colocar em evidência todo o positivo que estava a nascer. Creio poder dizer que, nesta circunstância, a Edc tenha feito de "fundo", de "fermento". Agradeço a Steni porque com o seu empenho, criatividade e constante coragem conseguiu dar início a um processo muito positivo, de que o laboratório destes dias constitui só a primeira etapa. Voltarmo-nos-emos a ver em Nápoles, Bolonha e Torim para as próximas etapas deste percurso ainda em 2012, e novamente em Avola na primavera de 2013,  um encontro que permanecerá fixo e constante no tempo. 

Nas suas conclusões o prof. Stefano Zamagni, diante das inegáveis dificuldades que este caminho tem diante de si, transmitiu-nos confiança dizendo que devemos estar certos que “o bem é infinito” enquanto que “o mal é finito”. O problema, continuava Zamagni, é que o mal é “robusto” enquanto que o bem é “frágil”. Agora cabe a cada um de nós "proteger", "conservar" e "fazer crescer" este extraordinário "bem" que construimos juntos em Avola, feito de relacionamentos positivos, de diálogo e de projetos. 

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29-07-2020

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