EVENTOS INTERNACIONAIS

Escola Edc Recife: florescem novas empresas

"Este não é um simplesmente um convênio de economistas, mas de pessoas que vivem a economia como uma vocação"

por Daniel Fassa

publicado em cidadenova.org.br

120712_Recife_Scuola_12No quarto e último dia da Escola latino-americana de Economia de Comunhão, a “nova primavera” aclamada pelo economista Luigino Bruni parece começar a acontecer. Na cerimônia de encerramento, durante a qual todos os participantes se comprometeram, de diversos modos, com a difusão desse novo paradigma econômico, algumas iniciativas chamaram a atenção.

O empresário João Laurindo da Silva, dono de uma marcenaria em Jaboatão-PE, afirmou que abrirá, até o fim de 2012, uma marcenaria no Polo Industrial Ginetta, onde há hoje instaladas três empresas da EdC. Sua proposta é não só expandir o negócio, mas utilizá-lo para formar profissionalmente jovens em situação de risco, transmitindo a eles toda a técnica e a experiência adquiridas em mais de 40 anos de profissão.

Outro empreendedor que dá os primeiros passos em direção ao Polo Ginetta é o curitibano Glaison Citadin, proprietário da Dominus – Automação, Sistemas e Acionamentos, que já faz parte da EdC. Com sua empre120712_Recife_Scuola_13sa consolidada no sul do país, Citadin abrirá um escritório no nordeste com o objetivo de, sobretudo, reforçar a Economia de Comunhão na região, além de aproveitar da boa infra-estrutura oferecida pelo Polo e do promissor mercado local.

Por fim, um grupo formado por três contadores e dois advogados dos estados do Paraná e de São Paulo anunciou a criação do Grupo de Apoio ao Planejamento das Empresas de Economia de Comunhão, que prestará consultoria aos empreendedores que aderirem ao projeto. “Faremos esse trabalho voluntariamente”, explicou Luiz Antônio Brandalise, de Ponta Grossa-PR.

Este não é um simplesmente um convênio de economistas, mas de pessoas que vivem a economia como uma vocação”, afirmou Luigino Bruni durante a conclusão da Escola. Para ele, é desse chamado à profunda transformação da realidade que depende o desenvolvimento do projeto no futuro. “Cada um no seu lugar, a aventura é a mesma. Sigamos juntos trabalhando para que haja sempre menos pobres, sempre menos sofrimento e mais comunhão”, concluiu o economista, que disse ter aprendido muito com os latino-americanos durante os quatro dias de evento.

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