EoC - Economy of Communion

Chegaram da Sicília, 13 jovens que tinham concluído recentemente o liceu, para fazer a sua primeira experiência de trabalho no Polo. Um mês que deixou marcas.

por Cecilia Mannucci

110917_Stage_Polo_ridDeste mês passado no Polo levo comigo a consciência do que significa trabalhar, fazer sacrifícios, ou seja, lutar para obter aquilo que se deseja. Deu-me também a possibilidade de pensar seriamente no meu futuro!”. Quem escreve assim é a Mariangela depois de um mês de estágio, ela que no primeiro dia corava até só ao dizer o seu nome. 

Vieram da Sicília e eram 13 jovens que tinham concluído recentemente o liceu. Chegaram ao Polo Lionello num momento particularmente intenso, dado que estava em preparação a segunda edição de Loppianolab. Acabaram por se encontrar a acolher pessoas e personalidades, a dobrar milhares de panfletos, a dar apoio logístico nas salas de reuniões. Foi esta a primeira experiência de trabalho que tiveram. Até à semana precedente não sabiam sequer da existência do Polo, não conheciam o projeto da economia de comunhão, no entanto ficaram logo fascinados. 

Cada trabalho é importante - foi este o slogan que procuraram viver, sobretudo durante a segunda semana cujo programa previa um dia a vindimar, um outro a empacotar e depois a etiquetar produtos.  

A visita ao Instituto Universitário Sophia, o encontro com Valerio Ciprì (Lode) do Gen Rosso, o trabalho lado a lado com alguns empresários e profissionais, foram a receita que levou o Andrea a dizer: “Eu era um mandrião, odiava o trabalho e agora gosto de trabalhar”. Ele, que até aprendeu a tirar cafés no bar! 

Não sei o que lhes reservará o futuro mas vi nestes jovens o mesmo que a Greta exprimiu: “a passagem do ser pequeno a aprender a caminhar sozinho”. Era da mesma opinião a Laura que, no último dia, se comoveu dizendo: “eu antes de vir para cá tinha decidido não ir para a universidade, mas contentar-me em encontrar algum trabalhinho. Depois aqui assisti às conferências, ouvi falar pessoas importantes e também eu senti o desejo de me tornar alguém, apercebi-me que posso ter alguma coisa a dizer ao mundo. Tenho 19 anos, porque é que devo fechar uma possibilidade? Quero estudar e realizar-me profissionalmente”.

O Polo, com os seus protagonistas, também na quotidianidade, cooperou para a realização de um dos objectivos da economia de comunhão: formar homens novos! 

 

Transcrevemos algumas reflexões dos jovens, recolhidas depois de terem voltado para casa, pelo professor que os acompanhou no estágio no Polo:


Greta: Este estágio fez-me entender e experimentar de forma palpável um novo modo de conceber a empresa, tratando-se de uma Economia de Comunhão que, ao contrário das outras, assenta a sua existência numa prática simples mas importante, ou seja, o DAR a quem se encontra em dificuldades. Graças às empresas de economia de comunhão eu percebi que existem empresários que não vivem de forma egoista e rival. A economia pode ser um meio forte, se bem usado, para ir ao encontro dos mais desfavorecidos. Tudo aquilo que circunda a EdC é solidariedade, amor aos irmãos. A sugestão que gostaria de deixar é de a dar a conhecer a todos e fazer emergir no mundo este aspecto da fraternidade universal. Obrigada pela oportunidade que me foi dada. 

Elisabetta: Aprendi que cada trabalho é importante. Gostei imenso de trabalhar na Fantasy. Para além do trabalho que executei, fizeram-me sentir uma delas. 

Emanuela: Consegui vencer a minha timidez.O LoppianoLab foi uma experiência única e muito bonita que me ajudou a potenciar as minhas capacidades relacionais e de comunicação. Fiz todos os trabalho, também o crochet, com diligência. Agradeço todas as pessoas do Polo e a minha tutora por me terem ajudado a perceber melhor as áreas para as quais tenho maior capacidade e tendência. 

Mariangela: O estágio permitiu-me perceber o que quero fazer depois de concluir a escola secundária. Gostaria de trabalhar num escritório de contabilidade e estou a pensar inscrever-me na universidade, em economia. Trabalhei muito durante a Expo de LoppianoLab, constituímos uma boa equipa. O título: “em rede pelo bem comum, no 150º aniversário da unidade de Itália” foi vivido por nós durante aquela semana e também depois. 

Alessandra: Este estágio no Polo Lionello Bonfanti foi, para mim, muito interessante, uma experiência única que trarei sempre no coração. 

Denise: Graças à disponibilidade da tutora e de todos os funcionários do Polo Lionello, percebi o que quero fazer no futuro. Foi muito importante a experiência no LoppianoLab, onde trabalhei na recepção. Parece-me que dei o meu melhor. 

Andrea: O estágio permitiu-me completar a minha formação. A escola ensina noções e teoria, mas não ensina como agir numa empresa. O estágio fez-me entender o quanto é importante saber comunicar e interagir com as pessoas, estar disposto a pôr a render as próprias capacidades. 

Laura: Este período de 4 semanas permitiu-me ampliar a minha visão no âmbito laboral e deu-me a possibilidade de me inscrever numa faculdade do meu agrado, em Florença, que não existe na minha região. 

A professora conclui: "Chamámos à escola os professores e os alunos que fizeram o estágio, estava presente também o Director, para um momento de apresentação da forte experiência vivida. Os jovens voltaram para casa verdadeiramente enriquecidos, chegaram às suas famílias e contaram entusiasmados a bela experiência feita. Todos afirmam ter vivido uma experiência única. As pessoas que encontraram em todas as situações, também os motoristas, os guias, estiveram sempre prontos a ouvi-los e a orientá-los no bem. Os pais agradecem a todos vocês por terem ajudado os seus filhos a crescer mais num mês do que em muitos anos."

Para mais informações: A realização deste Estágio foi possível graças a uma série de felizes sinergias: o I.T.C.S. “G. Arcoleo” de Grammichele (CT) que aprovou um concurso baseado no Decreto extraordinário POR Bando 5683 – 20/04/2011 (FSE) - Programa Operativo Nacional Anual 2010-2011 "Competências para o desenvolvimento" 2007-2013 – COM A EUROPA INVESTIMOS NO VOSSO FUTURO Objetivo C Ação 5, para um estágio formativo direccionado para jovens que concluíram o liceu; a agência Marrikriu que participou e venceu o concurso organizando todos os aspectos do estágio, desde a redação da oferta logística ao projeto formativo; a E. de C. Spa que, durante este período, acolheu 13 jovens e 2 professores para a realização do estágio formativo “Entremos na empresa – Empresas movidas por um ideal”,  acompanhados por um tutor empresarial (Cecilia Manucci) designado pela sociedade. A experiência do estágio é, sem dúvida, replicável noutras ocasiões.

Os jovens, no fim do estágio realizaram um vídeo:

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