EdC dá os primeiros passos na Rússia

Da formação da cultura do dar nasccem os primeiros projetos de EdC

por Tatiana Minakova  

do Relatório EdC 2016, sobre a "Economia de Comunhão - uma nova cultura"

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Um país continental, com 143 milhões de habitantes e uma história marcada por revoluções, socialismo, guerras, capitalismo e crise socioeconômica. Esse é o cenário em que a Economia de Comunhão, através de alguns empreendedores em Moscou, dá seus primeiros
passos na Rússia. Confira o relato de Tatiana Minakova.

Depois que os nossos jovens participaram da Escola de Verão da EdC, em Praga, em 2015, nasceram as primeiras iniciativas. O jovem empresário Anton Lundin decidiu aderir ao
projeto, mas não sabia como fazê-lo, porque sua Start Up recém-criada ainda não gera lucro. Diante disso, ele concluiu que um modo de aderir seria criar novos postos de trabalho para jovens e famílias em necessidade. Anton é apicultor e seu apiário produz gelatina real e própolis para o fortalecimento do sistema imunológico. A produção é realizada com cuidado, respeitando o meio ambiente. Uma das pessoas beneficiadas foi uma mãe de família com vários filhos. Agora ela pode viver dignamente com sua grande família.

Também eu fiz, em 2016, o meu primeiro projeto EdC:N44 pag10 Anton Lundin rid web um acampamento internacional de verão para meninos na Sardenha, em colaboração com uma associação italiana. Oferecemos um belo e aventuroso período de férias para crianças e adolescentes de oito a 18 anos, com organização de pacotes turísticos também para os pais. A proposta foi divertir-se e, ao mesmo tempo, aprender a amar a natureza, com conhecimento e responsabilidade. Os meninos foram protagonistas de uma experiência fantástica:
caminhadas, natação, canoagem, mergulho, voleibol, futebol, equitação, espeleologia, arvorismo, orientação em bosques e montanhas, excursões e o estudo da língua italiana. O projeto criou empregos de verão para jovens russos que estudam na Itália e puderam trabalhar como animadores-tradutores.

Para nós foi a primeira experiência desse tipo, e certamente não faltaram imprevistos, despesas inesperadas, entre outros problemas, mas tudo correu financeiramente muito
bem. Conseguimos gerar três empregos em Moscou e cinco na Sardenha, uma das regiões mais pobres da Itália. Um conhecido meu da comunidade empresarial de Moscou me disse: “Você poderia ter elevado os preços ao máximo em um local tão bonito e procurado. Assim aumentaria seu lucro. Por que não fez isso?”. Expliquei que não era essa a finalidade do acampamento. O objetivo era oferecer um serviço de qualidade a um preço justo e acessível a todos, não apenas a poucos “escolhidos”. Dessa forma, sem dividi-las entre ricas e pobres, fomos ao encontro das necessidades de famílias que, de outro modo, não teriam como cuidar dos filhos durante as férias escolares. Em 2017, vamos realizar uma nova edição do acampamento de
verão e desenvolver novos projetos da EdC em Moscou.

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