Uma empresa não basta: a promessa de Nairobi

Empresários experientes apoiam os jovens para favorecer o surgimento de novas empresas no continente africano. Clima de festa e colaboração interempresarial

por Trees Verhegge

do Relatório EdC 2014-2015, sobre "Economia de Comunhão - uma nova cultura" n.42 

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Durante o congresso EdC 2015 em Nairobi muitos empresários presentes, incluindo Koen e sua esposa Lieve, tiveram a oportunidade de reunir-se com jovens africanos participantes da escola que precedeu o congresso. Após viagens de vários dias, esses jovens chegaram com o desejo de realizar seus sonhos empresariais e se alegraram em ver como as sementes de uma nova economia florescem exuberantes, se plantadas em solo pouco poluído pelos efeitos colaterais da economia liberal.

Koen conseguira ler os sonhos dos jovens aspirantes a empresários, escritos em notas adesivas sobre uma placa. Como outros "empresários experientes", acrescentou àquelas folhas seu próprio cartão de visita, oferecendo-se para ajudar na implementação dos projetos.

Naquele momento, não se podia ver quem dava e quem recebia, tudo era amor e para cada um chegava o cêntuplo. Em uma explosão de cores, roupas africanas e não, cabeças brancas e não, era claro que, para este tipo de empresário “uma empresa não basta”, por isso todos apressaram-se a assinar o pacto: “Prometo viver minha vida como apóstolo da Economia de Comunhão e assim contribuir para um mundo mais justo e fraterno, afim que se realize o maior sonho de Chiara: “Que todos sejam um”.

Koen Vanreusel, empresário belga, fundou a Batiself (agora Easykit), uma empresa que oferece atendimento assistido do tipo "faça você mesmo" nas áreas de hidráulica e aquecimento. Há um ano, ele ajudou o engenheiro sérvio Atilla a criar na cidade de Novi Sad uma empresa de EdC em seu próprio campo, chamada N42 Pag 10 Koen Lieve Belamy ridEasykit Serbia. Em Nairobi, Koen fixou seu cartão de visita sobre o projeto de Bellamy Paluku, jovem músico e cantor de Goma, do Congo.

Para animar os eventos do Movimento dos Focolares em Goma e outras cidades, Bellamy, juntamente com outros jovens formaram há alguns anos uma banda e em 2011 ele colaborou no lançamento do centro cultural "Foyer Culturel de Goma", em cooperação entre a Bélgica e a RepúblicaN42 Pag 11 Progetto Belamy rid do Congo. 

O centro oferece a 300 jovens formação artística na música, dança, teatro e a cada sábado organiza um concerto com a participação de 4000 pessoas em média, durante o qual se transmitem mensagens positivas, orientadas à tolerância e ao bem comum.

Bellamy é o diretor artístico e em 2013 decidiu se tornar um compositor profissional, organizando concertos e firmando contratos: durante o congresso em Nairobi manifestou o desejo de estruturar uma produtora musical chamada “Belazik”, inicialmente com um estúdio de gravação e produção de vídeo e posteriormente passar a comercializar as músicas, dentro do espírito da EdC.

É claro que a cultura e a música são elementos importantes para o amadurecimento de uma sociedade, Koen ficou interessado no projeto, comprometendo-se a trabalhar em conjunto para realizá-lo juntamente com Bellamy e Samy, seu futuro sócio.

Outros dois congressistas, Frédérique e Nathalie Dupont, do norte da França, expressaram interesse no projeto de Bellamy. Voltando a Bélgica, Koen e Lieve foram visitá-los: depois de um belo dia juntos os quatro escreveram para Bellamy para terem notícias e a que ponto estava o projeto, acrescentando algumas perguntas úteis a fim de definir o futuro econômico e financeiro da futura empresa. 

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Bellamy e Samy responderam rapidamente, com precisão e seriedade sobre o plano de negócios, o que já haviam feito e o que pensavam em desenvolver, segundo o espírito da Economia de Comunhão. Koen e Lieve haviam já programado uma viagem para um casamento em Ruanda e assim combinaram de encontrar Bellamy e seus amigos em Gisenyi, uma cidade próxima a Goma.

Realizaram três encontros com Bellamy, Samy e outros jovens presentes na conferência em Nairobi: um para Gisenyi e dois em Kigali. Foram momentos de trabalho intenso: os participantes, entusiasmados, aprenderam a preparar um orçamento, o que significa definir a “missão” da empresa, e assim por diante.

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Houve também tempo para escutar, fazer perguntas, entrar na cultura do outro, sempre no espírito da Economia de Comunhão, construindo uma atmosfera de festa, comprometendo-se a preparar o orçamento da empresa até janeiro de 2016.

Koen e Lieve, juntamente com Frédérique e Nathalie, convencidos da seriedade do projeto, declararam-se dispostos a investir  nos vários projetos, colaborando de diversas maneiras, também estando presentes na inauguração da empresa. Os jovens do Congo já sonham com umpolo industrial em Goma, que nasceria a partir da estreita colaboração entre as cinco pequenas empresas EdC ali presentes.

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