Negociar o talento da comunhão

Empresários e trabalhadores ofereceram tempo, capacidade profissional e recursos para fazer nascer novas empresas. É uma primeira resposta aos apelos do Papa Francisco para uma economia que não esquece os pobres

por Alberto Ferrucci

do Relatório EdC 2014-2015, sobre "Economia de Comunhão- uma nova cultura" n.42 

N42 Pag 03 Alberto Ferrucci AutoreA Economia de Comunhão atingiu a marca dos 25 anos. Essa nasceu na verdade em 1943, de uma intuição da ainda jovem Chiara Lubich ao ler o Evangelho enquanto estava nos abrigos sob os bombardeios: podia responder ao imenso amor de Deus por ela, no tempo, talvez breve, de vida que lhe restava,derramando o seu amor sobre os que estavam ao seu redor, aterrorizados e inseguros, em particular os mais vulneráveis, os que sofriam e estavam sozinhos.

Ainda hoje, infelizmente, existem pessoas aterrorizadas pelas bombas: o eco de seus  tormentos nos chega através dos meios de comunicação - nas palavras daqueles que fugiram depois de terem perdido tudo -  e nos corpos abandonados, espalhados pelas praias, de adultos e crianças que tiveram suas vidas roubadas prematuramente.

Lá onde cálculos políticos e econômicos (dos quais ninguém pode se eximir) fizeram evaporar o estado de direito, volta a barbárie dos séculos passados, mas vivida com as armas de hoje, as mesmas que desencorajam os Estados modernos a repararem os danos feitos, por que não se quer arriscar a própria vida por outros povos: uma situação sem saída na qual apenas alguns inconscientes gostariam de estar no lugar daqueles que governam.

Como Chiara em 1943 e, em seguida,  em 1991 com a EdC, nós podemos hoje ir transmitir para o mundo o talento da comunhão, a única coisa que cria a verdadeira paz? Um talento que nos foi confiado para doar ao mundo, não para mantê-lo guardado. Nós dispomos apenas de
alguns pães e peixes, ou seja, a nossa experiência de "comunhão" na empresa, na economia e na política, deve ser aberta a todos aqueles que sofrem diferentes tipos de pobreza: de comida, vestuário, moradia, segurança, confiança, esperança, autoestima e especialmente de trabalho. Uma experiência aberta ao nosso redor e com quem, embora longe, está perto dos nossos amigos que estão nas trincheiras, onde mais se sofre. 

N42 Pag 03 Editoriale Imprenditori Edc

Com nossas escolas e os novos projetos
1 + 1, a rede de incubadoras, de associações nacionais e os projetos produtivos já ativos graças aos lucros das empresas (que estão crescendo mesmo se depois de 25 anos uma parte das empresas fecharam seus negócios), queremos superar a emergência e olhar longe, plantando sementes de comunhão que inevitavelmente crescerão.

Nós queremos fazê-lo através da formação de quem está à procura de um caminho, e também ao lado daqueles que acreditam já o terem encontrado a fim de tornar concretas e sustentáveis as atividades de trabalho que eles idealizaram.  Podemos agir de maneira a reforçar a autoestima deles , fazendo crescer a confiança no futuro, de modo que nasça neles o desejo de restituir, logo que possível, para os outros a ajuda que receberam.

Alguns dirão que apenas os exércitos podem reverter as situações: hoje os soldados de países pacíficos ajudam a evitar guerras sangrentas no Iraque, no Líbano, no Kosovo, em Mali, no Sudão e em outros lugares, mas não são suficientes para desencadear uma verdadeira paz e talvez não baste pagar impostos para financiar exércitos para que evitem conflitos sangrentos.

E também não basta esperar que alguém nos diga o que fazer: como diz o papa Francisco, cabe a mim, “periferia”, perceber as necessidades daqueles que estão ao meu  lado e como Chiara em 1943 agir, pedindo ao sócio oculto, o Todo-Poderoso, o discernimento sobre como construir a paz fazendo com que o talento da “comunhão” dê fruto.

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