Criativos. Pelo outro

Mudar as coisas tendo atenção com a pessoa, uma por vez

por Alberto Sturla

de "Economia de Comunhão - uma nova cultura" n.41 - Encarte/separata da revista Città Nuova n.13/14 - 2015 - julho 2015

N41 Pag04 Alberto Sturla ridEntre os dias 26 e 31 de maio deste ano, tive a oportunidade de participar do quinto congresso internacional de Economia de Comunhão. Eu me inseri nos trabalhos como um simples curioso, mas enquanto escrevo percebo que, de fato, era justo que alguém representasse a Ligúria, região da qual provenho e que acolhe algumas realidades da EdC significativas em nível nacional e internacional.

Em primeiro lugar, foi fascinante experimentar a diversidade das empresas aderentes: desde a sociedade anônima até a pequena empresa agrícola, do banco à papelaria. Não existem dimensões econômicas mínimas para a EdC. Trata-se de uma "vocação" que compromete o empreendedor lá onde ele se encontra, com os meios que tem a disposição. A esta diversidade estrutural acrescenta-se a criativa, com a qual se exprime o empenho para com os pobres e a comunidade. Vê-se como os empresários não interpretam este empenho de maneira uniforme, mas o praticam de forma original conforme os contextos.

Existem empresas que doam parte da produção aos pobres de suas regiões, outras que, N41 Pag 05 Corneille ridautofinanciando-se, prestam serviços que, de outro modo, ninguém ofereceria, outras ainda protagonistas de projetos de desenvolvimento local. Os exemplos de ações concretas são inúmeros.

Fiquei tocado ao ouvir empresários competentes falarem de dom, gratuidade, confiança, providência: conceitos totalmente fora do discurso econômico e agora levados à atenção da comunidade produtiva e científica através da atividade constante e silenciosa de algumas centenas de empresas, quase na totalidade pequenas e até microscópicas realidades, espalhadas no mundo todo. 

Aderir à EdC não significa, para estas empresas, mostrar uma certificação que se coloca numa etiqueta (que não existe, mas acho até melhor assim), não é um modo de limpar a consciência com N41 Pag04 Sala Congresso ridações filantrópicas, das quais, inclusive, os balanços sociais de certas multinacionais, diretas responsáveis por tantas distorções, estão cheias. Significa, ao invés, tentar mudar as coisas da única forma possível: tendo atenção à pessoa, uma de cada vez.

Eu pude ver como junto à prática está caminhando uma sólida teoria, finalmente, mesmo se com timidez, reconhecida pela corrente dominante. Porém, sem esquecer que «a EdC é para os pobres, não para os professores», como disse Chiara Lubich.
Enfim, trago comigo a beleza da natureza africana, na qual pude mergulhar por alguns dias antes do congresso, exatamente nos lugares onde, em épocas muito remotas, o homem não ainda Homem, aprendeu a cooperação. Está inscrita no nosso DNA: os empresários de EdC, com o próprio agir, nos lembram as coisas que realmente são importantes.

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