por Germán M. Jorge
Ligou-me para o telefone o gerente de produção da fábrica de cimento que é o nosso
principal concorrente na área a perguntar se podíamos vender uma certa quantidade de cimento, porque os outros fornecedores já não lhe concediam crédito.
Era evidente que eles estavam passando por um momento muito difícil do ponto de vista financeiro, devido à separação da sociedade familiar e as consequências que este facto estava gerando.
Eu sabia que a situação era grave e senti dentro de mim que chegara o momento que tanto tinha esperado: tinha a oportunidade de mudar a história! Este concorrente tinha agido fortemente contra mim no mercado e até dissera a outros colegas que o seu erro tinha sido o de me ter deixado levantar a cabeça.
A conversa foi mais ou menos assim:
Agradeceu-me e a conversa ficou por aí. A plenitude e felicidade que eu senti naquele momento - posso garantir-vos - valem muito mais do que o cimento! Senti-me completamente realizado como ser humano. Isto causou uma certa surpresa nos meus empregados que no início não entendiam e tive que lhes explicar que o mais importante não foi o facto em si, mas o que ele pode gerar, dentro e fora de nossa empresa. Naquele mês alcançamos recordes de vendas e, no meio desta crise que vivemos, conseguímos vender cerca de 30% a mais do que no mesmo período do ano anterior.
Esta maneira de nos relacionarmos, colocando-nos ao serviço dos outros, provocou uma cadeia de recomendações que reforçou a nossa reputação e nos oferece novas oportunidades de negócio a cada dia que passa, quase sem ter que ir à procura. Se as empresas descobrissem a utilidade, nomeadamente económica, que a EdC, vivida com radicalidade, gera, não hesitariam em pô-la em prática.
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