ACIL - 08/07/2013

Encontro discute os rumos da Economia da Comunhão (EdC) e apresenta uma visão nova e enriquecedora sobre a atividade empresarial. Sua empresa também pode se unir a esse movimento

Os empresários da Comunhão

por Paulo Briguet

publicado na revista da ACIL - Associação Comercial e Industrial de Londrina, em julho de 2013*

logo AcilBrasil, 1991. A missionária católica Chiara Lubich (1920-2008) observa a cidade de São Paulo pela janela do avião, pouco antes da aterrissagem. A multidão de arranha-céus da metrópole é circundada por favelas. “A selva de pedra tem uma coroa de espinhos”, pensou Chiara.

Naquele momento, a fundadora do Movimento dos Focolares teve uma intuição profética: a força e o talento dos empresários podem ser usados na  irradicação da miséria. Nascia assim a Economia da Comunhão (EdC) – uma aplicação dos valores do cristianismo na atividade econômica e empresarial.

Representantes da ACIL foram convidados a participar do 1º Workshop de Economia de Comunhão, realizado no Centro Mariápolis Ginetta, em Vargem Grande Paulista (SP), nos dias 22 e 23 de junho. Lá pudemos conhecer um pouco melhor as ideias que norteiam esse movimento de humanização das empresas e da economia de mercado. O encontro reuniu cerca de 150 empresários, profissionais liberais, professores, estudantes e religiosos.

Na cidade criada pela própria Chiara Lubich, aprendemos que o amor é o principal fundamento da Economia de Comunhão. Mas qual amor? O idioma grego tem três palavras para defini-lo: eros, filia e ágape. Eros é o amor-recompensa; filia, o amor de comum interesse; ágape, o amor de doação. “Na economia, precisamos viver as três dimensões do amor”, disse o palestrante José Luiz Bonfim, membro do Movimento dos Focolares.

 

Polos industriais e cultura da comunhão

Hoje existem 167 empresas de Edc no Brasil e 940 no mundo. A Anpecom (Associação
Nacional por uma Economia de Comunhão) é a principal referência para os empresários
brasileiros que atuam conforme os ideais do movimento. Além de 11 comitês regionais
no País – um deles no Paraná –, existem dois polos industriais de Edc: o Polo Spartaco (em Cotia-SP) e o Polo Ginetta (em Igarassu-PE). No campo da cultura, a EdC também
revela grande vitalidade, com o Centro Filadélfia (laboratório de pesquisadores que transforma as experiências da EdC em conhecimento científico), a Redec (revista eletrônica para difusão do movimento) e programas de apoio técnico e formação
cultural para empresários interessados na cultura da partilha e da unidade.

O paraíso são os outros

A chave da Economia de Comunhão está nos relacionamentos humanos praticados pelas empresas. O filósofo francês Jean-Paul Sartre certa vez declarou: “O Inferno são os outros”. Pois a EdC baseia-se numa visão totalmente oposta: “O Paraíso são os outros”. O economista Ricardo Meirelles Faria, estudioso do tema, explica que as empresas de EdC cultivam os chamados bens relacionais, aqueles que podem até não aparecer diretamente no balanço financeiro, mas sustentam e fortalecem as atividades econômicas. “Procuramos desenvolver valores que, ao longo do tempo, resultam em ganhos para toda a comunidade: confiança, cooperação, ética, transparência”, afirmou Faria. “Os empresários de EdC devem agir como irmãos de todos os seus colaboradores, vizinhos, concorrentes”. A raiz desse procedimento está no Evangelho: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

Aderir à EdC não significa renunciar ao lucro, à eficiência e à racionalidade administrativa. Pelo contrário, as experiências comprovam que os empresários de EdC acabam por obter melhores resultados quando optam por ajudar o próximo. “A Economia de
Comunhão tem muitos pontos em comum com a filosofia do associativismo, que
coloca o ‘nós’ à frente do ‘eu’”, observa o empresário Marcelo Cassa, ex-presidente e
atual conselheiro da ACIL, que participou do encontro em Mariápolis.

 

(*) O artigo está nas páginas 34 e 35.

 

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