Jornal O São Paulo - 06/06/2011

Movimento criado por Chiara Lubich, com visão cristã da economia, trouxe à capital empresários de 37 países.

Economia de Comunhão reúne-se em SP

publicado em O São Paulo, dia 06/06/2011

logo_o_so_pauloA Economia de Comunhão(EdC), movimento internacional que conscientiza empresas e empresários a trabalharem de maneira ética, dentro dos princípios morais e cristãos, para reduzir as desigualdades sociais, completa 20 anos e organizou encontro em SãoPaulo, de 26 a 29. O encontro começou na Mariápolis Gineta,em Vargem Grande Paulista,a 50 quilômetros da capital, e reuniu cerca de 650 pessoas,entre estudantes e empresários, vindos de 37 países. O arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Odilo Scherer, participou da abertura do encontro, exortando os participantes a terem coragem de falar da Economia de Comunhão também aos grandes economistas do mundo. No domingo, a conclusão do encontro foi no auditório Simão Bolívar, do Memorial da América Latina, em São Paulo, com a participação de 1.600 pessoas.

Ética marca EdC em seus 20 anos

Movimento econômico criado por Chiara Lubich contra desigualdades faz aniversário e comemora em SP

O SÃO PAULO
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A empresa é Prodiet Farmacêutica, com sede em Curitiba (PR) e filiais em várias regiões do país. O empresário é Armando Tortelli. A empresa distribui medicamentos para hospitais e órgãos públicos e há outra vertente que produz dietas interais para pacientes que não se alimentam oralmente. Tortelli conheceu a Economia de Comunhão (EdC) em 1991. A EdC é um movimento internacional que envolve empresários  empresas, associações, instituições econômicas, bem como trabalhadores, dirigentes, consumidores, poupadores, estudiosos, operadores econômicos, pobres, cidadãos e famílias. Ela foi implantada no Brasil por Chiara Lubich. Tortelli, que na época já era empresário acreditava na máxima do meio empresarial: “Deus e o dinheiro não podem andar juntos”, e “na economia é muito difícil se aplicar os valores que cada um tem dentro de si”.

Tortelli foi um dos empresários, entre as 1.600 pessoas, que participaram da Jornada pelos 20 anos da EdC, domingo, dia 29, no auditório Simon Bolivar, do Memorial da América Latina, zona oeste da capital paulista. Além de empresários, participaram do evento trabalhadores, pesquisadores e estudantes de economia, vindos de 37 países. Dom Milton Kenan Junior, bispo auxiliar de São Paulo, representou o cardeal arcebispo, Dom Odilo Pedro Scherer.

Durante a manhã, o economista Rubens Ricupero, reitor da Faculdade de Economia da Fundação Armando Álvares Penteado e atual secretário da Conferência das Nações sobre Comércio e Desenvolvimento (na sigla em inglês Unctad), fez uma análise sobre a situação econômica mundial. Ricupero disse que as raízes da crise se identificam com a absolutização da economia: quando deveria estar a serviço do ser humano,o homem se tornou absoluto, como se tivesse regras próprias que não podem mudar. Ele afirmou que a percepção corrente é de que “o mercado é como um Deus onipotente, onisciente, com  autorregulação”. Entretanto, lançando um olhar de esperança, concluiu: “Nós precisamos, entre as razões da nossa esperança, compreender que a economia deve se basear não numa desmensurada cobiça, não num acúmulo além de toda necessidade, mas numa básica atitude de frugalidade, numa atitude de moderação. E eu concluo com as palavras do Santo Padre na sua Encíclica Caritas in Veritate, onde diz que este ideal vai além dos ideais morais da ética social, os ideais de transparência e honestidade, porque inclui o ideal do dom, da gratuidade, e isso só encontra a sua plena justificação, quando entendido à luz do Evangelho.”

É o que adotou Tortelli, sobretudo depois que Chiara Lubich chegou ao Brasil e disse: “Não! Diante da grande distância que existe, no Brasil, entre ricos e pobres, nós precisamos fazer nascer estruturas que trabalhem de maneira ética, dentro dos princípios morais e cristãos. Os empreendedores devem se ocupar de produzir riquezas, mas essas riquezas precisam ter como objetivo o homem no centro da atividade, logo, a comunhão.” Foi o passaporte de Tortelli para a EdC.

Na parte da tarde, entre os muitos depoimentos de estudantes e empresários, destacou- se o de Stefano Zamagni, docente de economia da Universidade de Bologna (Itália). De acordo com ele, “quem diz que as empresas de Economia de Comunhão não mudarão o mundo porque são poucas, diz um disparate. As empresas de Economia de Comunhão devem ser poucas; mal seria se se  tornassem a maioria, porque a sua função não se pretende à quantidade, mas à capacidade de indicar, também aos outros, até aos que não creem, um caminho diferente no fazer economia.”  

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