The Wall Street Journal - 26/01/2015

O Wall Street Journal entrevista Teresa Ganzon, diretora geral do Banco Kabayan, um banco rural que adere à Economia de Comunhão.

por Gregory J.Millan

publicado em The Wall Street Journal 26/01/2015

Teresa Ganzon BK ridTeresa Ganzon e seu marido adquiriram as ações majoritárias do Banco Kabayan em 1989, quando o banco tinha uma única filial; hoje o banco posiciona-se como um dos maiores bancos rurais das Filipinas. Eles são também líderes na Economia de Comunhão, uma rede internacional de mais de 800 empresas comprometidas em colocar em prática a Doutrina Social da Igreja. Numa entrevista coletiva, durante a sua recente viagem às Filipinas, o Papa condenou a corrupção, falando até mesmo em dar um chute “lá onde o sol não chega” nos funcionários corruptos.

Quais são os principais pontos de atrito para uma empresa conduzida segundo os princípios da Doutrina Social católica nas Filipinas?

«Parece-nos que o respeito é o principal problema. Aqui, pagar os impostos é um sinal de contradição, especialmente para as pequenas e médias empresas. Extorsão e corrupção são crescentes e infelizmente são práticas comuns em alguns departamentos públicos; sendo assim, para um empresário, parece que o único modo para fazer com que a própria empresa sobreviva é agir como todos e considerar a propina como um “gasto normal”».

Isso contradiz a Doutrina Social e o Papa Francisco. Como enfrentar a corrupção congênita?

«Uma empresa da Economia de Comunhão sustenta a adesão a padrões éticos e é consciente de ter a vocação de mudar o modo como as coisas são feitas, para estar alinhada com os valores cristãos. Alguns anos atrás estávamos prontos para oferecer um certo tipo de crédito que, tínhamos certeza, teria tido uma grande procura e boas margens de lucro. Mas quando nos encontramos diante de um burocrata do governo que nos pediu um percentual sobre os lucros, tivemos que pensar num outro tipo de empréstimo. Nas Filipinas, o pagamento dos impostos por parte das empresas, grandes e pequenas, foi quase sempre inexistente. Recebemos um prêmio que nos certifica como uma das primeiras cinco empresas contribuintes, numa região onde existem algumas indústrias muito maiores do que o nosso banco».

Significa que vocês renunciaram a uma oportunidade de negócios para não ceder à corrupção?

«Sim, mas então descobrimos o microcrédito. Nos orientamos às necessidades financeiras de um segmento da sociedade considerado “fora do giro dos bancos”. Desenvolvemos um programa de microcrédito e descobrimos um segmento ainda maior para servir, ainda que não tão fácil quanto o precedente».

Como as críticas feitas pelo Papa às finanças especulativas tocaram a empresa de vocês?

«Ele fala de ter maior empatia pelas pessoas mais necessitadas da sociedade, e para nós, na área do microcrédito, isso ajuda-nos a ter uma determinação ainda maior. É uma área de negócios muito difícil, porque comporta muito trabalho de campo, e os jovens, quando pedem para trabalhar num banco, imaginam que irão trabalhar num ambiente cômodo, numa filial com ar condicionado. Depois de alguns meses decidem que não querem fazer um trabalho tão árduo como esse. Por isso, encontrar as pessoas certas, que fiquem e amem o seu trabalho justamente pela empatia com os pobres, é um grande desafio. Não alcançamos um padrão de eficiência tão facilmente, mas, se queremos permanecer no mercado não podemos deixar de buscar ao menos os padrões de um serviço de qualidade. Mas a mensagem do Papa é muito clara: o verdadeiro negócio, que não podemos renunciar, é o serviço vital aos pobres».

 Fonte: Wall Street Journal, do blog di Gregory Millman

Tradução do inglês feita pela Redação Web de Focolare.org  

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