por Maria Clézia Pinto de Santana
Éramos em 12, na quinta-feira dia 17 de novembro no evento que marcou o início do ciclo de debates do Projeto Diálogos de Comunhão, organizado pela empresa Dalla Strada, na Estação Incontrarsi, inaugurada em outubro.
O comentário de uma das pessoas presentes foi muito bom e pertinente: “Sui generis, um espaço empresarial comercial que traz para o debate um tema sobre o Consumo Consciente, ao menos, devemos admitir, é contraditório”.
Junto com Ulysses Paiola, aprofundamos o assunto, partindo do fato de pertencemos ao sistema solar até as escolhas quotidianas e pessoais sobre o que consumir, porque e em que medida.
Foi rico e intenso o diálogo que se construiu: fatos de vida, opiniões, propósitos pessoais, compreensões... relatos íntimos, abertos, sinceros, corajosos. Frutos do clima de confiança que se estabeleceu. Percebemos, por exemplo, que não consumimos somente produtos desnecessários, mas também serviços e relações humanas superficiais: é importante ter o cuidado para não se “consumir” relacionamentos, discriminando as pessoas.
“Como nos proteger daqueles que nos fazem acreditar que consumir sem limites seja uma 'normose'?” foi uma das pertuntas que surgiram no debate: entendemos que é a vivência que reforça o encontro com um ideal, uma causa maior pela qual viver exige determinação diante do bombardeio dos falsos modelos e das normas que nos investem.
Em seguida, nasceram reflexões sobre o sentido da propriedade privada, da individualidade e de não nos esquecermos que somos parte de um todo, estamos inseridos numa grande comunidade (“comum unidade"). E ainda sobre o amplo conceito do descartável que traz consigo o desperdício e grande quantidade de lixo, resultante de atitudes sem reflexão que geram graves problemas para a vida do planeta.
Mas a noite pediu a todos um salto de quântico: o reconhecimento da nossa interdependência, do desprendimento que se faz urgente e de como os relacionamentos devem ser verdadeiros.
Um tema, um espaço, um diálogo, uma necessidade de comunhão. Se 12 pessoas se dispuseram a tratá-lo é porque a esperança existe e um realidade nova é possível!
O próximo encontro: 17 de dezembro sobre "Contação de histórias".
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